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| Rebeldia da Helena |
Minha
pequena Helena sempre revisa meus textos. Encerrada uma nova crônica chamei-a
para fazer a revisão. Leu com o cuidado e o carinho costumeiros, pelo
caminho da leitura ia corrigindo a pontuação. A história tinha apenas dois personagens:
um moço com ar de formalidade e uma menina decididamente apaixonada.
Helena chegou
ao final da leitura e disse não ter entendido. Releu a história. O final era sutil, deixando
livre a interpretação ao leitor. Na condição de autora, para mim estava muito claro:
a menina morria no final.
Dizia a história que anoitecia, ela dormiria para sempre, cansada de tanto esperar a volta de seu grande amor. Não era qualquer desfecho de vida e nem havia morrido de amor, era uma morte sublime. Seu coração estava repleto e preenchido, envelheceu e simplesmente partiu sem dor ou agonia, ainda que solitária.
Dizia a história que anoitecia, ela dormiria para sempre, cansada de tanto esperar a volta de seu grande amor. Não era qualquer desfecho de vida e nem havia morrido de amor, era uma morte sublime. Seu coração estava repleto e preenchido, envelheceu e simplesmente partiu sem dor ou agonia, ainda que solitária.
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| Fofura aparente! |
Eu gosto de
filme triste porque prefiro chorar com a ficção!
Mas a minha
pequena revisora, num ato de pura rebeldia e subversão, me fez mudar o final da
história. Manda quem pode, obedece quem tem juízo: eu nunca sei onde coloco as
vírgulas, uso todas as reticências do mundo e dez pontos de exclamação. Então,
terminei a história dizendo:
_
Boa noite, meu bem. Durma com anjos! Espero-te amanhã e depois também!
_ Ahhh, agora sim!


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