domingo, 5 de março de 2017

Silêncio meu




Quero escrever aqui e agora, e vou falar depois, sobre o silêncio meu! Não me refiro ao silêncio dos sábios, mas também não falo sobre a palavra dos maledicentes. Preciso, é urgente, aprender a silenciar e encontrar a palavra que apenas constrói, edifica, esclarece.

Meu pensamento é vulcão e minha respiração ventania. Sou como furacão entre cidades pela força do que acredito e digo, despejo, vomito. Imagino e respondo até o que nunca ouvi, mas pensei ter ouvido. Minha imaginação é tsunami de mim mesma.

Digo bem alto aquilo que deveria ter calado. Não temo a multidão, falo em público, publico para o mundo o que sinto, o que sei e o que não sei. Da minha vida, nada há que se oculte.

Sim, sou desastrada com as palavras, confesso. Já magoei pessoas queridas, matei sonhos, destruí projetos, afastei o ser amado, fechei portas e janelas. Palavras mal ditas são aquelas que se diz no momento errado, para a pessoa errada, ainda que tenha que ser dita.

Exercitar o silêncio não é tarefa simples: exige bom senso, sensibilidade, sabedoria.

Bem ditas sejam as palavras que se desenham em minhas mãos e que saem da minha boca. Bendita seja a palavra!

Por: Gisele Nunes

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