Quero escrever aqui e agora, e vou falar depois, sobre o silêncio meu! Não me refiro ao silêncio dos sábios, mas também não falo sobre a palavra dos maledicentes. Preciso, é urgente, aprender a silenciar e encontrar a palavra que apenas constrói, edifica, esclarece.
Meu pensamento
é vulcão e minha respiração ventania. Sou como furacão entre cidades pela força
do que acredito e digo, despejo, vomito. Imagino e respondo até o que nunca
ouvi, mas pensei ter ouvido. Minha imaginação é tsunami de mim mesma.
Digo bem
alto aquilo que deveria ter calado. Não temo a multidão, falo em público,
publico para o mundo o que sinto, o que sei e o que não sei. Da minha vida,
nada há que se oculte.
Sim, sou
desastrada com as palavras, confesso. Já magoei pessoas queridas, matei sonhos,
destruí projetos, afastei o ser amado, fechei portas e janelas. Palavras mal
ditas são aquelas que se diz no momento errado, para a pessoa errada, ainda que
tenha que ser dita.
Exercitar o
silêncio não é tarefa simples: exige bom senso, sensibilidade, sabedoria.
Bem ditas
sejam as palavras que se desenham em minhas mãos e que saem da minha boca.
Bendita seja a palavra!
Por: Gisele Nunes

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